domingo, 17 de novembro de 2013

Tigresa

Da janela, na tempestade, procuro aquela lua sem sucesso.
Desvelo todas as nuvens, enquanto me sufocam ainda mais...
Não tenho saída... e me entrego ao seu chamado.



Num fôlego, sou sugada... até as raízes. As suas, as minhas.
Arrasto-me sob seus lençóis e te encontro, do jeitinho que gosto: ereto, explodindo, quente...
Acolho nos meus lábios com delicadeza,
Esparramo seu gosto em mim e te abocanho. Deslizo minha boca enquanto te  manipulo na freqüência da sua respiração ofegante. Seus suspiros me guiam: paro um pouquinho.. reinicio.. até que eu te sinta quase explodindo.
Como uma tigresa, te roubo um beijo. Faminto e aveludado. Acariciamos nossas línguas, fazendo as vezes de todas as palavras contidas...

Quase derretendo de tanto tesão, esfrego-me em vc. Demarco cada território do seu corpo com meu sabor, que como ímã, concentra-se no seu desejo pulsante. Com ela, lambuzo toda a extensão do teu pau, enquanto sinto seus lábios nos meus seios. Como aRrePIa!!!

Pêlos eriçados, te enfio dentro de mim.
Fundo
Bem fundo

Balanço meus quadris enquanto procuro seu olhar sob o véu dos cabelos.
Estamos a ponto de nos capturar
Abocanhar
Engolir
Sorver,

Presas que somos deste tesão absurdo,
que procuro nos céus e encontro nas raízes...