quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Primavera

- Portanto, relativamente à alma, reflete assim: quando ela se fixa num objeto iluminado pela verdade e pelo Ser, compreende-o, conhece-o e parece inteligente; porém, quando se fixa num objeto ao qual se misturam as trevas, o que nasce e morre, só sabe ter opiniões, vê mal, alterando o seu parecer de alto a baixo, e parece já não ter inteligência. 


- Parece, realmente. 

- Fica sabendo que o que transmite a verdade aos objetos cognoscíveis e dá ao sujeito que conhece esse poder é a Idéia do Bem (...)" 

A República - Platão 508d


Sentei naquela janela... e vi o frio.
O estacionamento com poucos carros e outras bicicletas. A luz alaranjada que não refletia nenhum movimento. Os prédios baixinhos... sem nenhuma luzinha acesa.

Nenhuma luz.

Por um momento, qualquer lugar poderia ser melhor do que aquele. Lá eu me sentia sufocada. Presa. Não conseguia me mexer. Como precisava respirar...

Meu corpo, sempre valente, dalí me tirou. Mas minha alma nem ousava sair...

Observava o sorriso puro de dentes muito brancos.
Acolhia os braços tatuados ao meu redor
Atenta aos carinhos cuidadosos
Os beijos que tentavam me sugar...

Impassível.

Penetrava e cutucava meu espírito. O corpo, sempre valente, reagia e se excitava. Rolava. As contrações chegavam.

Só por mim. 

As palavras encantavam. O sorriso-monalisa emergia... mas a alma permanecia intacta.



E aí vc chegou!
De algum lugar do velho leste.
De algum lugar perdido no tempo, em que o brilhantismo e o jogo sinuoso e voraz das palavras, despertou o encanto pelo pensamento
fundo...
justo...
arisco...

Teu sol aqueceu meus giros cerebrais, acendeu minha alma, e irradiou pelo meu corpo.
Penugem eriçada
Encharcada nas poças, incendiou meu prazer.

Grandioso, latejante, deslizou em mim... no fundo do meu ser que queria cada vez mais. Teu corpo, abandonado, seguiu o rítmo da tua luz e calor.

De algum modo, por algum motivo (ou não), uma questão de libertadora sobrevivência, percebi o escape do nosso Ser!

Na velocidade da luz

Grudadinhos, sem limites, misturados, corremos pelo mundo, do pó ao pó!

Liberta para deixar o vício das trevas, enfim voltei a sentir o gosto da Idéia do Bem.

Verdade.

Só.


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Só para raros



Sabe que já me cansei de conversinhas? De opiniões, sorrisos educados, escudos, amarras... decepções...

Não me interesso mais.

Uma brisa passa por meus cabelos e resolvo persegui-la... Qualquer lugar pode ser melhor. Livre das intolerâncias.

Caminho... curiosa... e sigo a tênue linha no ar. Perdida, como de hábito, pega-me pela cintura e me arrasta por aquela gruta. Úmida e fresca. Lisa. Cristalina.

Aperta-me contra teu corpo, e posso sentir o teu aumento progressivo da frequência respiratória no meu peito. Um beijo lascivo, cheio de dentes, morde meus lábios com fúria e ávido pelo meu prazer. Quer meu sangue...

É a dor que me excita!
Aproxima-se do meu pescoço, oferenda para que me rapte para seu mundo extra-muros. Via jugular, suga e degusta minha vida em mililitros... Agora conhece cada fragmento do meu ser, meus segredos, meus desejos. E por essa intuição, percorre meu corpo, morde cada ponto repleto de receptores sensitivos, e sente-me escorrer pela perna.
Estourando de tesão, penetra-me e preenche. Repleta de ti, movimentamo-nos, ao sabor do prazer. Sigo a frequencia cardíaca, prossigo, até mergulhar no meu ser...

S U S P E N S A . . .

Quer sangue!

Coloca-me de quatro, molinha, levinha, rendida... e espalha todo meu mel nos arredores...
Entra rasgando!
Viola-me, arrebata-me e me liberta da minha tirania...
Empurra... fundo... bate... fundo... enfia... fundo... bate..
Não quero que pare mais...
mais...
sempre mais...

Inunda-me...
Teu sangue branco agora corre por minhas veias. Sei tudo de ti.

Raro
Livre
Raros


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Fissão do Ser



Te vejo de soslaio sob o sol e percebo que teus olhos seguem o movimento do meu corpo no rítmo compassado e firme dos saltos.

Faço que não vi.

Mas neste momento, aquele arrepio que desce úmido começa a comandar minhas sensações e gestos...
Teu olhar atapetado pela textura do meu sabor e fúria selvagem, caminha nas ondas propagadas neste momento, em que energia e nêutrons espalham e se reorganizam sob os limites das minhas curvas.

E assim me toca. Chupa. Morde meus mamilos que prontamente enrijecem, sob a leveza do tecido branco. Derrapa pela minha cintura e aquece meu ventre.
Latejando, roça-te na umidade que escapa do algodão e do vestido de seda...
Aquecida até demais, desato o nó do lencinho no pescoço e, com ele, amarro meus cabelos e exponho a nuca com a penugem eriçada.
Vem por trás e te seguro enquanto afago teus cachos macios. Amacia meus seios e escorrega as mãos para minhas coxas... Levanta os tecidos com delicadeza e avança no meu charco... Enfia seus dedos naquele gatilho que dispara as contrações...

Sempre queremos mais.

Posiciona-me debruçada sobre a mureta e enfia-se, latejante, em mim! Quente e encharcada.

Feito loucos, no rítmo daquele espaço que escapa ao visível e ao vidente, experimentamos aquela sensação em que nos ausentamos de nós mesmos. Sinto o que sou sentida e te sinto no que sente em mim.

Desenhada por traços firmes, harmônicos, clássicos e doces, teu olhar ativo e arisco, aquele que nos olha enquanto me vê, me torna puta

Tua puta

Invisível
Indizível
Impensável

sábado, 5 de novembro de 2011

LeViTaR

É uma fissura!
Sabemos da explosão de prazer, ela fica na memória encarnada no nosso corpo. Qualquer sinal de presença dispara o gatilho. Aí a razão se perde e não nos encontra, o arrepio começa, meus mamilos enrijecem e começo a pegar fogo!

Uma NECESSIDADE de te ter dentro de mim!

Aquela loucura em que não comandamos mais nossos movimentos
A dança conforme o rítmo acelerado para o prazer
Não sentimos mais os corpos, o peso, as sensações estão todas concentradas naquele calor e são elas que nos movimentam...

c    o   m   p a   s s  a doSsiNcRôNiCoS

!!!!!
..
.
.



Estarrecidos, agora um ao lado do outro...

L   e  V  i   T   a  N  d   O

"Estou no ar..."

Aí te (me) encontrei!

Naquela clareira
rodeada pelo breu da floresta cerrada que silencia qualquer sorriso,
Naquela clareira
onde as copas das árvores gigantescas amenizam a luminosidade impertinente

Uma percepção extrasensorial, irracional,
que impregna no meu ser...
... na memória do meu corpo

Não se preocupe,
não sai!!!


sábado, 29 de outubro de 2011

Fúria


Encarcerada nas poças, escuto o chamado, (des)preparo-me e entro no elevador
e s c o r r e n d o.

Tentando uma (des)elegância, flutuo sobre o salto alto, cumprimento o porteiro
e abro a porta da tua morada

Recebe-me com um beijo lascivo. Levanto minha capa de chuva e me mostro
nua

Sento no teu colo e te sinto quase explodindo!!!

Desembrulho teu pau - putz, como essa parte é complicada... Por que homem precisa usar cinto? Braguilha... ui!

Direciono-te para me penetrar com força
Gritando!!!!!

Cavalgo. Como uma insana! Meus cabelos não param e vc os agarra. Puxa-me e exponho meu rosto enraivecido de tesão.

Um beijo e te devoro

Mordidas
Garras
Cheios de energia

a n e s t e s i a d o s ...


quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Choro



Um dia tive a ilusão de que era assim mesmo... um infinito num grão de areia!
As pessoas entravam na nossa vida, como um turbilhão, desestruturando tudo o que estava arrumadinho dentro de cada compartimento.

Entretanto, o escuro "em que os fantasmas se divertem" rendia-se inevitavelmente aos primeiros raios de sol. Chegava a clareza do dia, a certeza das tarefas e o que é limitado pelas possibilidades

E lá eu estava. Como entrara. Nua. Pó.

Mas a música chega e nos encanta. Vejo-te lá no fundo, e é para aquela fonte de irrealidade que me direciono.
Uma pinga, óbvio.

Palavras encantadas, a cada olhar míope e desviado, desconfio...
confio...
instigo-me...
penetro-lhe
penetra-me e, com aqueles fantasmas, me puxa d e v a g a r i n h o . . . adoro quem gosta de devagarinho...

metros
metro
meio-metro
centímetros

uma palavra cheia de malícia e me laça
não nos desgrudamos.

Te enlaço. Esfrego-me no teu corpo. Sinto teu volume que me seduz! encharco...

Na dança das palavras, das línguas, nossos corpos pedem mais contato.

Pele, só pele 

Ébria, exala teu desejo ao pé do meu ouvido e arrepia. Aquele arrepio que desce úmido. Livro-me das roupas, das tuas, das dele, dos nossos pilares (de onde mesmo?), estamos nus.
Pura essência. Desejo...

Saboreia minha umidade e te peço mais. Teus lábios brincam na parte externa, durinha de tesão, e teus dedos na invaginação úmida e quente. Meu tesão permite-te penetrar naquela brechinha que estava dolorida, inchada e obstruída. Não consigo me segurar e inicio as contrações involuntárias que querem te puxar ainda mais...

Direciono-me ao teu pau... Irresistível abocanhá-lo. Tanto tesão mal cabe na minha boca! Abaixo aquela pelinha, com delicadeza, para expor a parte que mais me fascina pela lisura e quantidade de terminações nervosas que podem te levar ao céu! Faço rodinhas com a língua... Escorrego meus lábios... Engulo até a garganta - pelo menos tento...

Enorme de desejo, quer me penetrar.

Ahhhhhh...
tudo aquilo me preenchendo
...escorregando para ir cada vez mais fundo
...apertando para te sentir cada vez mais

e sorver cada idéia,
a mínima impressão,
qualquer chorinho de tesão
aquele, que já nem mais me pertencia e que se rende à toda essa dança de idéias, imagens, cor e sombras
e que re-veste a nudez da minha alma.

Enchantée...

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

contato




Basta o toque do telefone e meu coração dispara. Depois de tanto tempo de espera, e vc tão pertinho de mim... Sua voz, a mesma. Mas agora, bem mais pertinho de mim...

Tomo um banho, visto-me com o hidratante para deixar a pele macia, quentinha, preparada para te receber... Uma capa para me proteger da chuva, meia fina 7/8 e salto alto - sempre.

O som embriaga a atmosfera do carro. Cada onda refletida na sua imagem, por todos os cantos, em cada movimento da memória - desde o toque nos teus lábios até o teu pau nas minhas entranhas... E o arrepio na nuca, descendo ao baixo ventre, queimando-me as vísceras.

Te ligo e paro o carro na esquina combinada. Um minuto que vale horas... Na rua deserta e escura, te vejo cambaleante e apressado... Já está na minha porta. Sorriso largo e o olhar que já quase não me reconhece tão próxima. O beijo mais que esperado, aqueço tuas mãos geladas nas minhas coxas, sob a capa de chuva. Explora-me e tateia o que derrete por vc...
Acaricia as saliências...
Invade-me... fundo e te aperto para te sugar ainda mais

Louca de tesão, sento-me no teu colo enquanto vc se livra dos tecidos. Olhos nos olhos, bem de pertinho. Meus lábios procuram os teus enquanto direciona teu pau para dentro de mim. Vou soltando meu corpo devagar e te sinto deslizar até bater no fundo. Beeeem fundo. Enluvo-te enquanto envolve minha língua. Queremos aumentar a superfície de contato!!! Cada nanômetro, bem juntinho... Tato, contato, pele, mucosa, seivas..

... e lágrimas

As gotas que se espalham nos vidros do carro desenham o nosso momento
contido, e o que emerge no embate à superfície.

domingo, 3 de julho de 2011

Sonho em vigília

Tinha que te escrever! Acabei de ter um sonho tãaaao real. Eu só me lembro do finzinho. Sei que estava um puta calor e dormi só de calcinha (isso é real). Enquanto dormia (sonho metalinguístico kk), vc colado nas minhas costas, braços na minha cintura e a mão nos meus seios. E aí... Bom, melhor parar por aqui

Ahhh sério!!!???? rsrsrs queria ter visto o sonho...pena que (ainda) não dá pra gravar estas coisas e mostrar pros outros rsrs

Ahhhh... não posso ainda te mostrar as imagens, mas quem sabe, se seus olhos se fecharem nas minhas palavras, respirar fundo, seu corpo passe a sentir.

Pois bem, na minha cama gigante, a penumbra e o frescor do quarto, um aroma de chuva no asfalto quente, barulhinho dos pingos... Vc encostado nas minhas costas, as pernas se confundem, abre levemente seus olhos e vislumbra o eriçar da penugem da minha nuca (esse é o momento do arrepio no sonho metalinguístico, e meu corpo arrepia). O calor que emana do meu corpo esquenta seu desejo e a redistribuição do seu volume sanguíneo prossegue... Aquece as partes atrevidas e sentimos que está latejando. Inevitavel que empino meus mamilos enquanto brinca com eles com seus dedos. Aperta meus seios, esfrega seu volume em mim, e sinto a calcinha encharcar. Livro-me dela - já não presta mais. Explora minha umidade e se excita ainda mais - escorro de tesão. O eletromagnetismo te faz, devagarinho, deslizar em mim e não controlo o gemido de prazer, enquanto seus dedinhos agem com maestria (putz, e como vc faz bem!). Não consigo aguentar nem mais um segundo, e começam as contrações... E assim vai... Me vira, sinto teu corpo sobre o meu, um beijo d e l i c i o s o , e mais contrações. Se vira, vou por cima, te sinto muuuuito fundo, as mãos apoiadas no seu peito, danço sobre vc no rítmo do prazer, do barulhinho da chuva, agora um cheiro de relva molhada, e me contempla: a sombra dos olhos extasiados, os cabelos margeando os movimentos, a boca que emoldura os gemidos, meus seios que te procuram... E agora, meu caro, é vc quem não aguenta mais, quer entrar ainda mais em mim, invadir meus sonhos, poluir meus desejos... E te engulo. Todo o seu prazer. Essa é a armadilha do prazer, o vício. Assim também sou invasora dos teus desejos, perturbo teus sonhos e atiço a curiosidade de querer sempre, sempre mais...

Basta? Será melhor o que se mostra com a luz, o que se reproduz, ou tudo o que passamos e captamos na penumbra, na sombra dos fatos...

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Juntinhos



No mercado, sei direitinho o que escolher p hj. Uma vontade intrínseca dos ingredientes certos: diversos, mas que juntinhos se fazem único
   Pimentões vermelhos
   Filé de peixe com a consistência firme
   Alho, coentro, leite de coco
   Macarrão thai 
   Um bom vinho branco

Chego em casa e refogo o alho, adiciono as postas de peixe
... pimentões em lascas
coentro, o macarrão transparente pega a cor e o sabor dos ingredientes
e o vinho...

Aquela mistura de aromas, equilibrada pelo leite de coco, é apimentada pelo vinho branco e a música que rola no som do ambiente. Fecho os olhos e te sinto envolvendo minha cintura, na cadência da música e do sabor. Vira-me vigorosamente e, olhos nos olhos, mistura suas coxas nas minhas. Nunca soube dançar, mas desta vez me deixo levar na delicadeza firme dos teus passos.

Sem conseguir parar para pensar, aproxima-me da tua atmosfera e, cheio de cuidado, mostra-me o caminho e as nuances. Nele vou. Dançando e me esfregando. Quanto mais penetro, mais me excito. Encharco e sinto-me escorrer. Ultrapassa tuas vestes e experimenta meu calor e minha umidade. Assim se deixa levar e me conduz. 

Sempre juntos, queremos mais juntos, e nos livramos do que nos separa. 
Pele, pelos, seivas, suor...
Minhas coxas nas tuas coxas. 
Roço meu prazer no teu. 
Exalo minha poesia no teu beijo...

Então, sob o aroma do vinho, puxa meus cabelos e me apoia de bruços na mesa da cozinha. Cruzo as mãos nas minhas costas para que me amarre com tua mão. Totalmente segura, me penetra... devagarzinho... e sussurra obscenidades no meu ouvido. Muuuuito molhada, sinto-me pingar! Te quero todo dentro de mim. Por tudo!

Já me conhece, e sabe que só o que há de mais arrebatador sossega essa minha ansiedade por vc.

Certifica-se da umidade por todos os arredores e me penetra por trás. Devagarinho e sem fim. Mete fundo, bem fundo, inteirinho...

Juntinhos, na cadência do som, nossos movimentos evoluem numa sintonia até que fica ENORME dentro de mim - estopim para as contrações, em uníssono, com as curvas da melodia e da silhueta dos corpos...

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Apego

"Queria te beijar inteirinha agora (frio pra ficar debaixo das cobertas...espero que a gte pegue um desses qdo eu estiver por aih. Soh por um dia =)"


Hummm...


aí eu ficava molhada de escorrer... me penetrava devagarinho... dava aquela paradinha... te sentia muuuuito grande... batia no meu fundo... dedos entrelaçados... gemidos... ofegantes... mais... gozamos juntinhos

descansamos nossos corpos entrelaçados e taquicárdicos sob as cobertas...

falamos.. falamos.. de tudo que existe e que não existe, e ainda o que existe nos sonhos do passado e do futuro (pq o presente serve para viver!)

cafuné.. colo... acaricio teu corpo... tocamos nossa pele e trocamos tooodo o sentimento que chega a amedrontar...

o toque muda de tom

eu fico molhada de escorrer
nos excitamos e espantamos o medo...

rodamos juntos na engrenagem.. aqui,  ali,  em outro sistema,  em outra esfera,  que já nem mais interessa...

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Viciados



Sempre te espero. Até o instante mais negro da madrugada. Abre a porta da sala com aroma lascivo, cheio de vício, em franca abstinência. Aquela doçura se rendeu ao tesão. Selvagens, deixando de lado os bons modos, prende-me com suas garras, esfrega seu pau em mim e morde meu pescoço.

Sou sua presa.

Levanta minha saia, aperta e abre minhas coxas para me encaixar em vc.
Prensa teu sexo no meu, e não contenho os gemidos sussurrados no seu ouvido.
Tento, com doçura e saudades, roubar teu beijo... tiro sua camisa... e acaricio seu peito com meus lábios.

Só faz aumentar sua fome!

Levanta minha blusa e apalpa meus seios, empinando os mamilos... Neles sinto o calor úmido da sua boca, enquanto brinca com a língua naquela rigidez macia, que me faz arrepiar e escorrer pelas pernas...

Direciona-me ao sofá e me vira de 4.
Arranca minha calcinha e me penetra, de uma vez, fundo e forte.

Ahhhh

Com movimentos cada vez mais vigorosos, estouro de prazer...

Não se contenta. Não pára.

Quero mais.

Vc sai, para me torturar.

Alcanço as bolinhas chinesas que trapacearam o meu vício por vc por tanto tempo... Elas já sabem o caminho. Sugo a primeira... a segunda... fiozinho pendurado... puxo... sugo e não as deixo sair.

Muito molhada, espalho todo meu mel nos arredores...

Devagarinho, vc desliza...
Sugo as bolinhas
Desliza...
Aperta meus seios, belisca os mamilos

Quero mais

Sempre mais

... mais

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Na natureza selvagem



Muda a respiração, e já sei que está nas cenas finais de um sonho mto bom!
Levanto sua camiseta devagarzinho para te manter nessa zona de penumbra, e meus lábios tocam de levinho cada centímetro quadrado do seu peito nu.

Um gemido te estica para a vigília e espreguiça para acordar o corpo que ainda reluta...

Abaixo seu pijama e te vejo desperto!

Enluvo-te com a boca úmida e quente, que o faz crescer ainda mais. Prossigo com a língua na cabecinha, e os lábios escorregam pelo corpo até a base, puxo para a pontinha, e deslizo para baixo de novo... Acaricia meus cabelos e já sei que está comigo.

Procuro então seu beijo, repleto de ternura e desejo. Esfrego-me em vc, encharcada, e prendo teu corpo com as pernas. Crava suas mãos nas minhas coxas, e me enfia em vc... Sinto-o divulsionando cada vagi-nanômetro, assim como cada fissura do meu escudo de boa moça educada. A cada estocada, penetra mais e só faz aumentar o tesão. Te sinto fundo, bem fundo, quero forte, dilacera meu corpo e rasga toda máscara moral que foi construida por tantas gerações.

Vc enfim me tem selvagem, naturalmente selvagem. Nua, cristalina, frágil. Não sei como entrou, muito menos como permiti. Talvez pq tenha percebido tua fragilidade.

Quebraremos em pedacinhos... Fato!

Existe fato mais óbvio do que a morte? E por isso deixamos de gostar da vida?

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

sereia

Se agora vc está por aqui é pq deu uma pausa para relaxar e se espreguiçar...

então, concentre-se no som que está ao fundo, bem naquela curva mais sinuosa e aconchegante dos seus giros cerebrais...



depois do vinho, feliiiz e lasciva, respeito seu tempo e começo a encher a banheira para acalmar o desejo. Fecho a porta para abafar o som que brota das minhas entranhas. Canto alto, bem alto, adoro o eco dos azulejos. Imaginar-te me ouvindo, excita.

Procuro tua imagem em mim.
 Na minha boca.
 No pescoço.
 Nos meus seios.
 No meu sexo.

De olho nos meus olhos, acaricio os mamilos e alcanço o C#m.
 Dedilho na aoréola A7...
 Sinto meus flúidos se confundirem com a água quentinha da banheira.
 Prossigo espalmando a cintura e baixando para meu ventre.
 Aperto a musculatura pélvica e posso te sentir dentro de mim.

Meu canto se confunde com nosso desejo e, como sereia, te ouço no ranger da maçaneta.

Vejo-te com o olhar de fogo e os movimentos suaves. Sem vestes (como a alma sem corpo), veste-me.

Teu beijo suga minha alma, e agora percorro seus giros, curvas, seiva, células, neurotransmissores... percebo teu tesão que te faz dilatar e enrijecer a ponto de explodir!
 Penetra na maciez do que te aguarda, sente-me encharcada e quentinha para te envolver.
 Te aperto! Como ordenha.
 Desliza
 Pára
 Aperto
 Desliza
 Me beija. Te sugo. Te beijo. Me suga. Te aperto.
 Me aperta nas coxas. Te enlaço
 Desliza
 Pára
 Aperto...

Juntos confundimos e diluímos nosso sangue rubro, branco, transparente...
 naquele meio que tende,
 sempre,
 ao infinito...

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Privacy please


Com o corpo aquecido, o frio tão temido passa longe! Tento registrar cada vislumbre captado pela transparência do olhar em algum canto da memória - de algum modo eles retornam. Escurece cedo em Gotham City, e a elegância da iluminação na arquitetura poderia ser ainda mais gelada! Mas em cada esquina, um café, um bistrô, uma trattoria, maxi vitrines minimalistas de Audrey Hepburn, estamos em magnificent mille com um som ao fundo da Tribuna de Chicago!

Dou de cara com um mercadinho delicioso. Uma baguete, queijo camembert, vinho tinto. Tá bom demais! Quero fazer um mimo...

O sorridente porteiro (para que porteiros? Para um sorriso na entrada? Fico constrangida, mas sou toda sorrisos tbém) ajuda-me com a porta que insisto em tentar abrir do lado errado... 11 andar que chega num segundo. Aí vem aquele silêncio que aconchega, o cheiro abafado no corredor - já já estou chegando!

Abro a porta barulhenta com cuidado - é impossível chegar de mansinho... - e deparo com a meia-luz da luminária na escrivaninha.

Deixo a sacola ao lado do criado-mudo e vejo vc levantando o olhar com um sorriso largo =D. Folhas escritas pelo chão, sobre e sob a mesa, arte, muita arte por todo o quarto... Não quero interromper seu momento. Tomo um banho quentinho, canto baixinho enquanto meu corpo relaxa na banheira, saio com a toalha enrolada nos cabelos. Deixo o hidratante no quarto de propósito e começo a passar no meu corpo, à meia luz. Percebo vc me seguindo com o olhar, misto de ternura e predador. Sigo-te com um olhar safado, desenho minha sombra com a pele macia e quente sob o soutien e a calcinha branca sobre nossa cama fofa. Me faço tua presa... fácil, fácil.

Pula na cama sobre mim. Abraça meu corpo pequeno e aconchegante. Quero te mimar... muito... depois de tanto trabalho. Beijo seus lábios e sinto teu gosto nos movimentos da sua língua quente e úmida. Já te sinto enorme, transbordando o tesão que, como enxurrada, vem lavar toda a tensão dos árduos estudos. Avança no meu soutien, busca meus mamilos e os acaricia com os lábios... desvenda a textura com a língua... e me livra dos tecidos. Desce pela minha cintura e tira minha calcinha. Brinca com meu clitóris e aquele edredon macio se faz nuvens! Vira-me de bruços e me puxa para a beirinha. Empoleirada naquela cama alta, me penetra... fundo. Vai com vontade, peço mais, os gemidos guiam nossos movimentos, assim como a frequência respiratória e cardíaca. Curva-se nas minhas costas, enlaça minhas mãos e as aperta com força enquanto morde meu pescoço... Perco a conta das contrações... Relaxados, te aperto como se te puxasse para mais fundo. Quero mais, muuuito mais, te quero todo, sou toda tua, sempre tua... Enquanto retorna os movimentos, umedece aquele que pede pela devassidão, pela imensidão dos sentidos.

Devagarzinho, me penetra por trás. O ardor que sossega a paixão. Quando te sinto inteiro dentro de mim, mal sinto minhas pernas. Te sinto enorme, latejando, explodindo comigo.

Cambaleantes, nos dirigimos à banheira.
O vinho
Camembert
Vc deitado em mim

Falamos de tudo, detalhes microscópicos, visões macroscópicas, o universo num grão de areia...
Com a alma aquecida, não sinto mais frio.
Enfim sei o que quero.

Sei para onde voltar.