sábado, 11 de dezembro de 2010
grito
Estou na tua cama, atenta ao barulhinho da porta... Basta a expectativa para me aquecer e encharcar a calcinha. Assim que escuto, a taquicardia ressoa com seus passos apressados. Aterrisa sob os lençóis e encontra minha pele quente e macia, te aguardando...
Quero te aquecer!
Envolvo e te aperto para marcar meu corpo com o teu. Nestas marcas, cada pedaço chama o teu.
Queima até.
Sem nos desgrudarmos, se encaixa em mim e me penetra,
d e s l i z a . . .
Assim ficamos, contemplando as sensações. Segundos eternos.
O corpo sussurra, não damos ouvidos, até que grita!
Aquele vaievem cadenciado, a respiração ofegante, no abraço das minhas pernas. Goza dentro de mim, enquanto minhas contrações te sugam...
Grudamos!
O beijo sussurra, o corpo descansa... O desejo grita!
Começa a se mexer, devagarinho, e logo estamos prontos! Me vira de 4 e volta a me penetrar com força. Fundo! Te aperto, forte.
Quero mais! Mais!
Muito mais...
... não termina. Se não é o corpo, é o beijo. Se não é o beijo, são as palavras. Se não são as palavras, é o silêncio que grita.
Arde.