segunda-feira, 8 de novembro de 2010

midnight lullaby


Nem mais sei onde estamos. Sentados, a música ao fundo, em algum ponto da noite.
Side by side, a alcoolemia avançando, as paredes se estendendo ao luar.

De viés, sinto teu olhar me queimando. Fecho os olhos e por ele me guio, na pista, nos corredores.

Surfo na tua onda.
Colo meu corpo no teu.
Em uníssono, te acompanho... me acompanha.
Ao pé do ouvido, cruzamos nossos pensamentos.
No caminho, nossos lábios.
Entremeio, o tesão.

Esfregamos para penetrar por todos os poros... as dobras... aumentar a área de contato.
Dançamos, as pernas entrelaçadas, braços que nos apertam e tocam todo o corpo... Mãos que se confundem e se identificam.

Agora, leve-me. Para bem longe desta contramão em que nos encontramos.

Prensa-me na parede, minha perna te enlaça e consigo te sentir crescendo no que em mim aquece e molha. Esfrego. Quero mais contato. Teu beijo arde, arrepia, envolve. A música nos leva. Abro sua braguilha e te escuto gemer ao meu ouvido. Beijo teu pescoço, acaricio teu pau, explodindo de tesão. Exponho a glande, escondo, repito. Cada vez mais vigorosa. Levanto a frente da minha saia discretamente, desloco a calcinha e o conduzo para dentro de mim...

De repente, o som abafa... As estrelas na janela ofuscam meu olhar. O mundo pára por um tempo indefinido...

Ofegantes, obedecemos o embalo sinuoso da música e, sem aviso prévio, me inunda... me rega... enquanto te sugo... sorvo até a última gota do orvalho.

Por algum motivo, não quero que saia de mim.

and dream
come on and dream