segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Snail Track
Você não sabe do que sou capaz...
Vejo o breu da janela entreaberta e o luar tímido que se atreve a se projetar nos lençóis da minha cama. Liquefeita, vaporosa, escapo pela fresta da janela e me deixo guiar pela trilha do tesão. Te vejo na tua cama, deitado e nu sob o lençol. Sorrateira, esgueiro-me entretecidos e verifico teu volume em franca expansão. Os movimentos ondulatórios do tecido escrotal que convidam minha apreensão labial...
úmida...
macia...
quente...
Passo a língua no corpo do teu pau e o abocanho até a garganta. Percebo seu gemido e repito. Puxa meus cabelos em direção aos teus e pede meu beijo. Ardente, escorrego e pinto todo o teu corpo com minha umidade. Snail track. Encontro-te pulsátil e me encaixo. Deslizo.
úmida...
macia...
quente...
Sento com força em vc e me curvo aos teus beijos. Meus braços te enlaçam e minhas pernas prensam tua cintura. Os cabelos fecham o túnel do ar que respiramos. Dele nos nutrimos, nele nos trocamos. Sinto teu tesão e vc o meu. Sente o meu prazer e eu o teu. Queremos mais, muito mais, sempre mais de nós.
Não tem fim.
Cavalgamos a noite inteira, espaços outros. Eu em vc e vc em mim. Desta experiência interna nos nutrimos.
Até o sol raiar
E quem garante que ele virá?