sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Vazio
Alguma coisa não vai bem. Uma tristeza escondida que insiste em me perturbar. Caminho sem rumo, sem apoio, já não sei mais o que é certo ou errado, o que pode ou não se pode fazer. Não há luz ou sombra e nem consigo mais levar minha luz a.. nada. Olho para o céu e ele me traz a chuva. Um frio...
Teu cheiro me resgata. Fecho meus olhos e posso te sentir. Um abraço largo, quente. Aperta o meu corpo contra o teu e morde meu pescoço. Segura na minha crista ilíaca, me prende, como se nunca mais me deixasse escapar. Pede meus lábios e te ofereço. Beija-me com paixão, cheio de saudades, aquela que fica escondida, abafada para não dar escândalo. O movimento da tua língua, suave, molhado e aconchegante me arrepia, eriça meus mamilos, desce pela coluna lombar e irradia para o baixo ventre. Encharcada, enlaço minha perna na sua cintura e me esfrego em vc. Quero mais! A taquicardia e a respiração forte comandam o rítmo dos nossos movimentos, cada vez mais vigorosos, sôfregos... Levanta minha blusa e beija meu corpo. A maciez dos seus lábios nos meus mamilos leva ao escape da minha alma. Resgato-a, e ela me faz arranhar suas costas com fúria, pelo longo tempo que se manteve abafada. Livra-se dos tecidos e penetra em mim com força. Fundo, bem fundo. Prensa-me contra a parede e puxa minhas pernas que montam em vc. O desejo comanda o rítmo cada vez mais forte. Seguro-me em vc como se fosse o único pilar restante a me apoiar. Não quero mais me perder. Preenchendo-me, completando-me, transborda toda a sua essência por todos os meus receptores aferentes que se beneficiam dos meus espasmos para absorver ainda mais.
Beijo-te com paixão e ternura, grata por me resgatar do frio
sem rumo,
opaco
mudo