quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Zuuummm




Desperto de repente, procuro o despertador e lembro que hoje é "Day-off". Olho para o lado e vc está dormindo. Deito minha cabeça no seu peito e sinto vc me enlaçar. Percebo seu rítmo cardíaco se aproximando do meu... Acaricio seu peito, o rítmo acelera assim como a frequencia respiratória. Imediatamente sinto aquele calor úmido, tão conhecido nosso, e levo minha mão no lugar certo - em franca movimentação! Entro por debaixo dos lençois, no meio das suas pernas, meus lábios úmidos brincam com aquela pele deliciosa: puxa para cá, empurra para lá... e minha língua alcança uma superfície lisinha, gostosa de acariciar em movimentos circulares... horizontais... verticais... Minhas mãos ficam com a base cilíndrica cada vez mais avantajada. Abandono por um segundo a parte superior porque outra região importante me chama: textura rugosa, faz cócegas na língua e provoca suspiros!


Neste momento sinto-o latejante. Não consigo mais suportar o ardor úmido e ávido por você. Nossos semelhantes querem fusão: minha boca procura a sua, a batedeira do meu peito na cadência do seu, meus dedos entrelaçados nos seus - entra em mim com sublime fúria e me sinto completa. Ficamos naquele jogo sem fim, onde vc tenta tirar e eu te sugo, e vc entra e eu tento te expulsar. E assim sinto-me rapidamente no "cosmos". E dele não consigo sair, até que o corpo dá o seu limite.


Olho para vc, sinto seu cheiro (essa química...) e quero mais. É a pura expressão do desejo e da entrega. A entrega que só se manifesta para quem se deseja furiosamente, incontrolavelmente, quem desperta os instintos mais selvagens e primitivos, de caça e caçador, da barbárie sem limites. E que aqui é permitido. E sublime. Sinto-nos latejando aos espasmos para doar e receber, em salvas - uma intimidade sem limites.


Mal sinto minhas pernas. Não sinto o meu corpo. Um zumbido no ouvido que me leva longe, longe... Vejo nossos corpos entrelaçados, de limites difusos. E a alma, cada vez mais leve, paira no cosmos...